As nossas Marcas


Tijolos Refratários
Os tijolos refratários são peças cerâmicas especialmente desenvolvidas para resistir a temperaturas elevadas e proteger estruturas, equipamentos e revestimentos industriais sujeitos ao calor. Dependendo da composição e da densidade, podem ter como principal função suportar condições severas na face quente, proporcionar isolamento térmico, ou combinar ambas as funções.
São utilizados principalmente em fornos industriais, estufas, caldeiras, câmaras de combustão, incineradores, chaminés, queimadores e equipamentos das indústrias cerâmica, siderúrgica, metalúrgica, vidreira e de fundição.
- Tijolo refratário denso
É um tijolo de elevada densidade e resistência mecânica, fabricado com matérias-primas refratárias selecionadas, como argilas refratárias, alumina, sílica ou outras composições.
É utilizado sobretudo na face quente do revestimento, onde existe contacto com temperaturas elevadas, chama, gases quentes, abrasão ou materiais processados.
Aplicações: paredes e soleiras de fornos, câmaras de combustão, queimadores, fornos cerâmicos, fundições e equipamentos metalúrgicos.
A sua principal vantagem é a robustez e resistência às condições severas, mas apresenta normalmente maior massa e maior condutividade térmica do que um tijolo isolante.
- Tijolo refratário isolante — IFB
Os Insulating Firebricks (IFB) são tijolos refratários leves e porosos, concebidos principalmente para reduzir as perdas de calor através das paredes do forno.
A elevada porosidade proporciona baixa condutividade térmica, baixo peso e baixa acumulação de calor, contribuindo para equipamentos mais eficientes e com ciclos de aquecimento e arrefecimento mais rápidos.
São utilizados em fornos industriais, fornos cerâmicos, estufas, câmaras térmicas, revestimentos de backup e, dependendo da qualidade do tijolo, diretamente na face quente.
Na Thermal Ceramics/Morgan, famílias como JM®, K™ e TJM™ enquadram-se nesta categoria.
- Tijolo refratário liso ou reto
É o formato mais convencional: uma peça retangular ou paralelepipédica, disponível tanto em material refratário denso como isolante.
Serve para construir superfícies regulares, como:
- paredes de fornos;
- divisórias internas;
- soleiras;
- revestimentos de câmaras térmicas;
- paredes de chaminés e condutas;
- camadas de isolamento ou backup.
É normalmente o formato base de um revestimento refratário.
- Tijolo refratário em cunha
O tijolo em cunha possui espessuras diferentes nas duas extremidades, permitindo que várias peças colocadas consecutivamente formem uma superfície curva.
É especialmente utilizado na construção de arcos, abóbadas, tetos curvos, paredes circulares e revestimentos de equipamentos cilíndricos.
A geometria da cunha permite realizar a curvatura com juntas mais uniformes e sem necessidade de cortar tijolos retangulares em obra.
- Tijolo de teto refratário / bloco de teto suspenso
É uma peça especialmente concebida para formar tetos de fornos, podendo incorporar sistemas metálicos de suspensão ou ancoragem.
No caso dos Insulating Roof Blocks BV da Thermal Ceramics, o conjunto utiliza tijolo refratário isolante associado a um elemento metálico de suporte, permitindo construir tetos planos suspensos.
A função é simultaneamente formar a face quente do teto, limitar a transmissão de calor e permitir a fixação do revestimento à estrutura superior do forno.
É particularmente utilizado em fornos túnel, fornos cerâmicos e outros equipamentos térmicos industriais.
- Tijolo passa-rolos
O tijolo passa-rolos é uma peça especial utilizada principalmente nas paredes laterais de fornos de rolos.
Possui um ou vários orifícios circulares passantes, através dos quais passam os rolos cerâmicos responsáveis pelo transporte do produto no interior do forno.
Pode apresentar também meios-furos ou encaixes laterais, permitindo que várias peças se complementem durante a montagem.
É muito utilizado em fornos contínuos da indústria cerâmica, nomeadamente na produção de pavimentos, revestimentos e outros produtos cerâmicos.
- Tijolos curvos e radiais
São peças fabricadas com uma geometria curva ou radial específica para acompanhar superfícies circulares.
São indicados para fornos cilíndricos, câmaras circulares, chaminés, condutas, queimadores e outras estruturas curvas.
Ao contrário da cunha, que cria a curvatura através da combinação de várias peças, o tijolo curvo pode já apresentar uma superfície arqueada definida durante o fabrico.
- Tijolos perfurados e peças especiais
Existem ainda inúmeros formatos refratários produzidos para funções específicas:
tijolos perfurados, peças com canais, ranhuras, encaixes, furos para resistências elétricas, passagens para termopares, queimadores ou tubagens, blocos de apoio e peças moldadas especiais.
Estas geometrias permitem integrar diretamente no revestimento do forno os elementos mecânicos, elétricos ou térmicos necessários ao funcionamento do equipamento.
Resumo para catálogo
| Tipo | Principal função | Aplicações típicas |
| Refratário denso | Resistência térmica e mecânica | Face quente, soleiras, combustão |
| Refratário isolante (IFB) | Isolamento térmico | Fornos, estufas, backup e face quente conforme qualidade |
| Liso/reto | Construção de superfícies planas | Paredes, soleiras, revestimentos |
| Cunha | Formação de curvas | Arcos e abóbadas |
| Teto suspenso | Revestimento e isolamento do teto | Tetos de fornos |
| Passa-rolos | Passagem e posicionamento de rolos | Fornos contínuos de rolos |
| Curvo/radial | Revestimento de superfícies curvas | Fornos, chaminés e condutas |
| Perfurado/especial | Funções técnicas específicas | Resistências, termopares, queimadores, passagens |
Tijolos Refratários
Os tijolos refratários são elementos cerâmicos desenvolvidos para revestimento, proteção e isolamento de equipamentos sujeitos a temperaturas elevadas. Disponíveis em diferentes composições, densidades e geometrias, podem ser utilizados na construção de paredes, soleiras, tetos, arcos e câmaras de fornos, bem como em aplicações especiais.
A gama pode incluir tijolos refratários densos e isolantes, tijolos lisos, cunhas, blocos de teto, passa-rolos, peças curvas, perfuradas e formatos especiais, permitindo adaptar o revestimento às diferentes exigências térmicas, mecânicas e construtivas de cada instalação.
Nota importante: a temperatura máxima de utilização não deve ser atribuída apenas pelo formato do tijolo. Depende sobretudo da composição, qualidade refratária, densidade, atmosfera do forno e condições de serviço.
